5 livros para educar crianças feministas


Mulheres frágeis, aos poucos, dão espaço para figuras femininas fortes e cheias de autoestima nas leituras infantis.



Princesa à espera de um príncipe encantado já faz parte do passado para muitas meninas. Os tradicionais contos de fadas, aos poucos, vão dando lugar para histórias mais reais como biografias de grandes mulheres, entre elas, a artista Frida Kahlo, a rainha Elizabeth I, cientistas, esportistas, personagens fortes e vencedoras em suas áreas. O feminismo chegou às prateleiras infantis e uma gama de livros lindamente ilustrados contam histórias de diversidade e coragem para as futuras mulheres. Não precisamos mais ficar à espera de nossos príncipes para um final feliz, podemos nós mesmas conquistar este final feliz. Confira 5 opções:

As cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky (editora Blucher): com ilustrações fofíssimas para a criança curtir enquanto lê ou enquanto acompanha os pais na leitura, a obra conta a história de mulheres notáveis nos campos da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática, desde o mundo antigo até o contemporâneo, além de trazer infográficos sobre equipamentos de laboratório, taxas de mulheres que trabalham atualmente em campos da ciência e um glossário científico ilustrado. Tem bastante informação e pode ser tanto para crianças bem pequenas quanto para as maiores já. Entre as perfiladas está Katherine Johnson, física e matemática afro-americana que calculou a trajetória da missão Apolo 11 de 1969 à lua. O livro faz parte da série que possui também As Esportistas: 55 mulheres que jogaram para vencer, da mesma autora, e segue o mesmo modelo de apresentação.

Histórias de ninar para garotas rebeldes, de Elena Favilli & Francesca Cavallo (editora Vergara & Riba): a obra conta a vida de 100 mulheres extraordinárias do passado e do presente, ilustradas por 60 artistas mulheres do mundo inteiro. Entre as eleitas estão a artista Frida Kahlo, a rainha Elizabeth I, a tenista Serena Williams e a surfista Maya Gabeira. A escolha de cada uma teve como objetivo mostrar às meninas leitoras o poder de mudar o mundo através de histórias de mulheres valentes.

O mundo no Black Power de Tayó, de Kiusam de Oliveira (editora Peirópolis): essa obra é um deleite, delicadeza pura tanto no texto quanto nas ilustrações. As páginas contam a história de Tayó, uma menina negra, cheia de autoestima, que tem orgulho do cabelo black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora mostra o cotidiano da personagem que enfrenta o bullying dos colegas na escola que dizem que seu cabelo é “ruim”. A narrativa passeia entre a riqueza cultural de um povo e a riqueza da imaginação de uma menina.

Tudo bem ser diferente, de Todd Parr (editora Panda Books): cada vez mais devemos explicar às crianças que existem as diferenças e tudo bem. A diversidade faz parte da riqueza social. E a obra trabalha com as diferenças de cada um de maneira divertida, simples e completa abordando assuntos como adoção, separação de pais, deficiência física, preconceito racial, entre outros.

Coisa de Menina, de Pri Ferrari (editora Cia das Letrinhas): um tema bastante em voga. Existe coisa de menina? Coisa de menino? O livro trabalha esta questão com delicadeza. É na infância que percebemos que não existe regra e que todo mundo pode tudo: tem menino que gosta de brincar de casinha, tem menina que gosta de construir foguete. Por que, então, temos que nos adaptar a certos padrões de comportamento? Por que ainda dizem por aí que certas coisas não são apropriadas para mulheres? Este livro é para todos aqueles que acreditam na liberdade como a melhor escolha - e que têm certeza que meninas fizeram, fazem e farão muito mais.


*Texto originalmente publicado para o site da Vogue Brasil.

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