Olimpíada do Japão: sexo fora da cama




Estar numa olimpíada sempre foi o ponto alto na carreira de muitos atletas e, ao longo dos tempos, também se tornou o ápice de suas vidas sexuais. A primeira vez que oficialmente os jogos olímpicos forneceram preservativos para os participantes foi em Seul (Coreia), em 1988, por conta do avanço do HIV. E, desde então, esse cuidado faz parte da organização. Tanto que a empresa Durex, um dos maiores fabricantes de preservativos do mundo, foi uma das patrocinadoras dos jogos de Londres, em 2012, e distribuiu cerca de 150 mil camisinhas ao longo da competição. Em 2016, aqui no Brasil foram 450 mil!


Sem contar os recordes de acessos em aplicativos de relacionamento como Grindr e Tinder, durante as últimas olimpíadas. Me lembro muito bem durante os jogos do Rio que cheguei a encontrar atletas nesses aplicativos e não sabia se era real ou não para dar o match. Depois soube que eles estavam a todo vapor na escolha dos “dates”.


Bom, com a pandemia muitas adaptações foram feitas para se ter a edição dos jogos no Japão. E a foto que circulou esta semana das camas de papelão da vila olímpica, trouxe a sugestão de serem anti-sexo. Vale lembrar que este material já estava no projeto inicial pré-pandemia. Mas claro que a brincadeira não poderia ficar de fora.


E isso vai impedir dos atletas se relacionarem? Claro que não! Até porque sabemos que não ter uma boa cama não é um impeditivo para um bom sexo. Vamos lá: chão e paredes cumprem muito bem o papel (sem trocadilhos aqui), não é mesmo? As pessoas querem a adrenalina da diversão, de fazer algo diferente fora o estresse da competição. A cama de papelão é só mais um convite para os atletas ousarem no sexo e levar boas histórias para casa. Além disso, essa “nova tradição” olímpica fez cair por terra o mito de que gozar é ruim para o rendimento do atleta. Usain Bolt é a prova viva de que sexo não te deixa fora do pódio. Lembram do affair dele durante a Olimpíada no Rio?


E você, qual foi a posição mais ousada que já fez fora da cama? Que tal se inspirar nas olmpíadas e também fugir do básico...


Texto originalmente publicado para o site da Vogue Brasil.