Construção vaginal com pele de tilápia


Procedimento inédito no mundo com a utilização da pele de tilápia é realizado no Ceará para construção do canal vaginal em mulheres portadoras da síndrome de Rokitansky, também conhecida como agenesia vaginal. A síndrome, que acomete uma a cada cinco mil mulheres, provoca alterações no útero e na vagina, tornando o canal vaginal muito curto ou até mesmo ausente.


A técnica, idealizada pelo médico Leonardo Bezerra, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) consiste na construção do canal vaginal usando a pele de tilápia, segundo o portal G1.


Como é feito?

A cirurgia é realizada abrindo um espaço entre a vagina e o ânus e forrando-o com a pele de tilápia. Após o procedimento, é colocado um molde com um formato de vagina, deixando o espaço aberto e impedindo que as paredes da "nova vagina" se juntem novamente. A pele da tilápia é absorvida e se transforma em tecido.


O procedimento cirúrgico é minimamente invasivo, recuperação sem complicações e ausência de cicatrizes visíveis, sem risco de rejeição e nem de infecções por vírus.

Além disso, não nascem pelos no interior da vagina criada, diferentemente do que poderia ocorrer com a utilização de pele da virilha no processo de criação da vagina pelo método tradicional.


A mulher poderá ter uma vida sexual saudável, mesmo sem ter útero, conforme o caso de cada paciente.


A cirurgia clássica de reversão da síndrome de Rokitansky, utilizada há mais de 20 anos, reconstrói o canal vaginal com uso de enxertos de pele da virilha da própria paciente. Nesse caso, a mulher também precisa passar pela recuperação de uma incisão.


Ilustração: @priii_barbosa

Encontre a Lu também nas redes sociais

  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle